Yoshihisa Kishimoto, nos deixa o pai dos beat 'em ups
Yoshihisa Kishimoto, nos deixa o pai dos beat 'em ups.
Yoshihisa Kishimoto se foi, e com ele, uma parte muito importante da história dos games. Pode ser que o nome não seja daqueles que todo mundo reconhece na hora, mas o trabalho dele todo mundo que já pegou num controle ou ficou parado na frente de um fliperama viveu na pele. Ele foi o criador de Double Dragon e também peça-chave por trás de Kunio-kun, dois pilares que praticamente deram forma ao gênero beat 'em up como a gente conhece hoje.
Double Dragon não foi só um jogo de sucesso, foi um antes e um depois. Aquela sensação de avançar pela rua, lutando contra ondas de inimigos, catando o que aparecia no chão pra continuar batendo e, principalmente, poder fazer tudo isso com alguém do seu lado, mudou completamente a forma como a ação nos videogames era entendida. Kishimoto não estava só fazendo um jogo, estava construindo uma experiência que se sentia direta, crua e até meio caótica, mas incrivelmente divertida.
E aí tem o Kunio-kun, que com o tempo virou algo muito maior do que parecia na época. Dali nasceram um monte de ideias, estilos e até aquele tom meio irreverente que anos depois voltaria a aparecer em River City Girls. Kishimoto também esteve envolvido nesse projeto como co-criador, o que diz muito sobre sua relevância. Ele não era alguém que ficou preso no passado, continuava entendendo perfeitamente como traduzir aquela essência clássica pra algo moderno sem perder a identidade.
O mais interessante do legado dele é que não se trata só de mecânicas ou de jogos específicos, mas de sensações. Aquela ideia de avançar, de resistir, de dividir o caos com outra pessoa, de que a história não é tanto contada com palavras, mas com o que você está vivendo na tela. Tudo isso ainda existe hoje em muitíssimos jogos, mesmo que às vezes a gente não perceba de onde vem.










